Ensino
Mais importante do que os números
Março/2017 | José Cerejo, Daniel Alexandre Louro, Miguel Monteiro 11.º A

 

Em educação é importante ter consciência de que não se pode avaliar o desempenho escolar reduzindo-o a dados estatísticos, no entanto, também, não podemos ignorar a pertinência da informação que nos é dada através dos rankings.



Em 2016, a nossa escola conseguiu o 3.º lugar correspondente ao sucesso dos alunos do Ensino Secundário, sendo que à frente estão apenas a Escola Secundária de Porto de Mós, em 1.ª posição, e o Colégio Dr.Luís Pereira da Costa, em 2.ª posição.



Quanto ao Ensino Básico, a Escola da Batalha aparece no 14.º lugar, sendo o Colégio Nossa Senhora de Fátima a escola líder nessa categoria.



Sobre este assunto o Alfabeto foi saber as opiniões dos docentes que estiveram ligados a este processo. Relativamente ao desempenho do Agrupamento, o diretor, Luís Novais, referiu que “os resultados não são o mais importante, mas sim as aprendizagens”, salientando que para estas serem o mais eficientes possível, “é dada aos alunos a possibilidade de frequentar oficinas e salas de estudo, projetos realizados a nível nacional, bem como a nível internacional, que permitem a obtenção de competências que são necessárias para o prosseguimento de estudos e para a inserção no mercado de trabalho.



Estão também ativas um conjunto de medidas e projetos cujo objetivo é reforçar a aprendizagem e criar dinâmicas que ajudem a reforçar os conhecimentos adquiridos na sala de aula”.



Segundo a professora Célia Gomes, professora de Português do 9.º ano, os resultados ficaram “um pouco aquém do esperado e isto devendo se tal facto à de leitura dos alunos, que, por consequência, têm falta de vocabulário e ao uso excessivo de computadores e internet para fins lúdicos, entre outros aspetos, que faz com que os alunos não tenham uma boa perceção do mundo em que vivem, mundo este que é retratado em muitos textos que têm que interpretar”.



A professora concluiu dizendo que o estudo da disciplina de Português deve ser organizado e diário, recorrendo aos exercícios práticos de forma que haja uma melhor consolidação dos conhecimentos adquiridos.



Por sua vez a professora Fátima Clarisse, que lecionou o 9.º ano, acredita que a componente oral deveria ser mais valorizada e que os resultados a níveis de exames, relativamente mais baixos que as notas de frequência, se devem à ansiedade e stresse sentidos aquando da realização das provas.



Já a professora Madalena Joaninho, lecionou do 6.º ano de português, referiu que os alunos não estão devidamente prontos para ingressar no 7.º ano, defendendo a existência de exames, pois, para estes, os alunos sentem a obrigação de estudar.



A professora Rosário Cunha, lecionou português ao 12.º ano, afirmou que as notas medianas se devem “à falta de importância dada às componentes humanísticas, nas quais se inclui o português, o que muitas vezes leva ao desinteresse pela disciplina; os resultados obtidos são o reflexo da dificuldade que os alunos possuem quando se trata de estudar a disciplina.



No que toca à matemática os resultados foram excelentes,ficando a escola classificada como a 1.ª escola públicado país.



Tendo em conta o sucesso obtido pelos alunos, a professora Elisabete Carvalho, lecionou o 12.º ano, salienta que “os bons resultados não seriam possíveis sem o empenho e responsabilidade com que os alunos encararam a disciplina, mantendo um esforço contínuo desde o 10.º ano até ao 12.º ano”.



Todos queriam ingressar em cursos com médias bastante elevadas, tendo muitos como objetivo a continuação dos estudos no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, o que levou a uma grande motivação.



Por fim, a professora fez notar que “todos os que trabalham obtêm bons resultados independentemente do nível de inteligência/vocação/talento apresentado”.